Manaus está entre as sete capitais com pior qualidade de vida, aponta IPS 2025

Um recente levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) 2025 revelou que Manaus figura como a – lamentável – sétima pior capital brasileira em termos de qualidade de vida. O estudo, divulgado em 29 de maio, avaliou os 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores sociais e ambientais que abrangem necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e acesso a oportunidades.
Apesar de ser a sexta maior economia entre as capitais, com um Produto Interno Bruto robusto, a situação da capital amazonense contrasta com sua força econômica. A pontuação geral de Manaus no IPS foi de 63,19, ligeiramente inferior à registrada por Boa Vista, que marcou 63,37. Entre as regiões Norte, apenas Palmas e Boa Vista registraram melhores índices.
As áreas mais frágeis estão associadas a indicadores “relativamente fracos”: mortalidade evitável por condições de atenção primária, desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino fundamental, fornecimento de energia elétrica adequada, distorção entre idade e série no ensino médio, baixa densidade de banda larga fixa e elevado número de homicídios entre jovens.
Este recorte alerta para a existência de uma dissonância entre resultados econômicos e bem-estar real da população. Já o ranking nacional é liderado por Curitiba, Campo Grande, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, todas com pontuações acima de 68, enquanto a média nacional ficou em 61,9.
A divulgação do IPS foi feita por instituições como Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Anattá, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, e representou um momento de reflexão para gestores públicos, que veem a necessidade de priorizar áreas cruciais como saneamento, educação, saúde e segurança.
O caso de Manaus reforça medos antigos: como manter crescimento econômico significativo sem desenvolver, de fato, a qualidade de vida da população? A capital amazonense ocupa hoje uma posição crítica em bem-estar, e o IPS 2025 funciona como um sinal de alerta para a necessidade urgente de políticas públicas integradas e eficazes.
